Teixeira de Freitas, 6 / 9 / 2010
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::Desde: 13/7/2007
  Anacrônica
 Liza

Coluna enviada em 13/8/2009  por Liza
Ana Gouvêa tem 33 anos, é deficiente visual, casada, mãe. Trabalha com publicidade, escreve contos e crônicas para alguns blogs e textosdebochados pro www.pimentasnoreino.com. Neologista, neopagã e neocíclica, tá no mundo pra ser feliz. Para entrar em contato, envie um email para liza@vcnafoto.com.br ou www.twitter.com/AnaGouvea
::O tempo passa
 
 

A gente vai crescendo e nem percebe as mudanças da vida.

Depois do ciclo educacional – blablabla faculdade formatura – parece que tudo vai se resumir em emprego/casamento/casa. Nada disso, a gente muda horrores, só não toma consciência.

Depois de 5 anos de casamento eu percebi que estou bem mais calma, tolerante, segura e tranquila. Maridão também, mais atencioso, parceirão. Já nos entendemos sem falar, às vezes nem precisamos trocar olhares pra saber o que o outro quer ou precisa. Vale lembrar que a gente não namorou, casamos depois de 9 meses de namoro virtual com pouquísssimos encontros.

Também já conheço bem meu corpo. Sei em que fase hormonal eu tô, sei quando preciso de frutose, cafeína, proteínas ou chimarrão. Já aprendi que, quando o gole de cerveja desce arrepiando, é hora de parar. Sei o que me faz mal, sei o que me faz bem.

De repente comecei a me sentir inchada. Sei lá, quadril mais largo, peito imenso e dolorido, uma irritação que não passava. TPM, vai ver... Olfato muito apurado, o que é normal nos meus sentidos. Pressão baixa, bexiga sempre cheia, isso seria normal se eu estivesse menstruada, mas que nada. Tempos atrás eu acharia apenas que meus hormônios tinham se desregulado de novo, minha menstruação nunca foi muito regular. Mas eu já me conheço.

Comecei a sentir ainda mais falta da minha família. Meu irmão veio trazer um material de SP, visitar e tal, tomei coragem e fui fazer o exame de sangue.

Meu irmão foi o primeiro a saber. “Bro, tu vai ser tio.”

Engasguei pra falar com a mãe, fiquei emocionada de falar com a vó Amélia – até porque o tio Gê atendeu o telefone e eu tava louca pra contar, mas queria falar primeiro pra ela, primenri bisneto! A mãe e a vó Amélia acham que é menina, meu sogro “sente no coração” que é menino.

Eu sei que, até o nascimento do baby, eu tô mãe. Depois serei a mãe da Jade ou do (talvez) Joshua.

Acho que agora tenho uma razão muito especial pra atualizar o blog mais vezes. Acho que vou mudar o nome do blog (o endereço fica), ainda não sei. Acho que vou tirar fotos semanais da minha barriga, tirar medidas, essas coisas.

Tô feliz demais pra guardar isso só pra mim!

 
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Comentários

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